Mineração Espacial

O mundo se prepara para a exploração mineral espacial – desenvolvendo tecnologias, buscando financiamentos e apoio governamental para buscar no espaço as suas riquezas. No Brasil ainda estamos no estágio inicia: fazer o tema espacial fazer parte da pauta da mineração terrestre.

MATHIAS LINK, Agência Espacial de Luxemburgo (LSA)

A Agência Espacial de Luxemburgo começou com uma abordagem comercial com a operação de satélites. Com o passar dos anos o Governo determinou uma grande prioridade: a exploração espacial. A partir de 2016, a LSA, lançou iniciativas visando esta prioridade.

Segundo Mathias Link, os recursos espaciais estão disponíveis e são muito preciosos e há uma diversidade de uso para estes recursos. Mas, segundo ele, temos ainda grandes desafios para conseguir explorá-los, entre eles estão: dificuldades técnicas, dificuldades regulatórias globais, atração de novos investidores e desenvolver modelos de negócios.

O importante para ele, é que todo o desenvolvimento para esta exploração, todos as soluções técnicas alcançadas para este fim, poderão ser utilizadas em diferentes setores da economia.

Para Link, a exploração de recursos espaciais será possível a partir de 05 pilares:

  • Apoio político – aqui também incluindo: promover o tema na população p conscientização do uso destes recursos
  • Regulamentação adequada – hoje o tratado que regula as atividades espaciais não e muito clara quanto ao uso de recursos espaciais
  • Pesquisa e educação – pensar sobre o futuro e os talentos que precisamos
  • Inovação pesquisa e desenvolvimento – ter apoio dedicado e trabalho conjunto entre as Agências Espaciais
  • Investimento – a importância de atrair o setor privado

Reforçou ainda a importância em buscar parcerias com outros setores, como o de exploração de petróleo.

“Estamos tentando trazer há muito tempo outros setores – é realmente difícil. O mercado de mineração terrestre já é muito bem desenvolvido. Sempre tentamos organizar oficinas que fazemos para indústria mineradora e petroleira, como foco discutir as tecnologias no mundo terrestre que possam ser levadas para o mundo espacial e vice-versa”, contou Link.

A SLA está construindo juntamente com a Agência Espacial Europeia um novo centro, que inclui uma incubadora de startups. O Centro irá buscar conexão com empresas e ser um centro agregador de especialistas do mundo todo.

KYLE ACIERNO, iSPACE

iSPACE é uma empresa que está crescendo muito. São 130 funcionários de 20 nacionalidades que possuem um objetivo único: ter 1.000 pessoas vivendo e trabalhando na Lua. 67% do seu quadro é formado por engenheiros.

A empresa já tem 2 missões agendadas para a Lua. Um dos objetivos destas missões é levar cargas do mundo inteiro para a Lua. A primeira missão será em 2022 e a segunda em 2023. Nesta segunda missão será para os polos da Lua, na busca gelo lunar

Segundo apresentado por Kyle Acierno a Lua possui muitos recursos a serem explorados como: Fe, Al, Mg, Ca, Si e H2O.

Para estas missões a iSpace buscam diferentes parceiros, como: empresa de exploração, armazenamento etc. – há oportunidades para diferentes segmentos fazerem parte destas oportunidades de exploração espacial.

Para Acierno, Brasil tem muito capital e muito talento para fazer um papel de líder na América Latina quanto a participação na exploração de recursos espaciais.

Sobre a exploração de asteroides, Acierno, afirma: “a Lua é a o primeiro passo, mas sabemos que nos asteroides tem muito mais recursos, muito mais dinheiro. A Lua está perto e é cientificamente interessante – fornecem uma boa base para trabalhar no espaço. Ainda não temos expertise para trabalhar os asteroides. Começaremos na Lua, e depois para marte e num futuro distante conseguiremos minerar os asteroides”.

GUSTAVO ROQUE, Mining Hub

Gustavo Roque, um dos fundadores da Mining Hub, afirma que hoje, ainda estamos no estágio inicial de definir como trazer este assunto da mineração espacial para a mineração terrestre no Brasil. Segundo ele não é uma tarefa fácil, pois o setor de mineração no Brasil é enorme, mas há poucas empresas que poderiam trabalhar estas oportunidades.

“Talvez venha de fora do setor de mineração uma solução de incluir este tema. As Agencias Espaciais precisam de todos os tipos de profissionais, de outros setores. Desenvolver talentos e evangelizar os executivos para entender estas novas oportunidades, é a grande tarefa dos próximos anos, afirmou Roque.

4o Fórum da Indústria Espacial Brasileira

21/Out – 14h

Tema: Mineração Espacial

Moderador: Danilo Sakay

Palestrantes:

Mathias Link, Agência Espacial de Luxemburgo (LSA)

Kyle Acierno, iSpace

Gustavo Roque, Mining Hub

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